quarta-feira, 16 de março de 2011

Eu e eu mesma


Agora tento seguir meu caminho, sem minha fé que antes era inabalável e que depois de tanto cutucá-la buscando respostas que nem mesmo existem, resolve seguir sem ela, contando apenas com a sorte e com a minha vontade de viver e de poder ser melhor hoje do que eu fui ontem. Ou seja, a minha crença maior por agora, sou eu mesma, estou tentando acreditar nesse mundo sujo, nessas pessoas hipócritas, nas mentiras, nas palavras malditas, nas trapaças da vida, mas o meu maior problema é não conseguir me enganar, como na maior parte da minha vida fiz. Agora mudei, sou mais razão que emoção, mais fria do que quente, sou mais e menos ao mesmo tempo, sou pura confusão, pior que briga de meninas puxando uma o cabelo da outra, sem nenhuma vencedora e sem poder rir vitoriosamente com o troféu de cabelos nas mãos.
Agora sou eu e eu mesma, em minha busca sozinha, em meu egoísmo contido e que às vezes, sem querer, deixo escapar que não gosto de dividi-lo. Sou muito independente e sei que corro o risco de um dia me fuder bonito por esse defeito de fabricação, de não querer que ninguém se envolva com a minha mente além de mim, por pura prevenção de que a pessoa não fique maluca como eu e que ela possa continuar sua vida com as suas crenças religiosas e irrealistas e que eu não seja o motivo dos seus sonhos acabarem. Já basta os meus sonhos estarem tão vivos e acordados, não é preciso de mais ninguém além de mim para viver a sensação de nunca dormir.
(AL. Gonçalves)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lá vai ela





Lá vai ela em mais um sábado, perdido, ela e seus cabelos soltos. Lá vai ela com seus sapatos de salto alto, short e há sua uma hora tentando melhorar algo nela com batons, corretivos e rímel. Lá vai ela. Menina tentando ser gente, virando a noite sem dar satisfação a ela mesma, tentando mostrar pra se que aquilo é o certo do rumo da sua vida. Lá vai ela se decidir se toma uísque ou vodka, garota boba, achando que é esperta.

Lá vai ela no auge da sua insanidade alcoólica dançar na pista da vida, tentando ganhar o mundo e as pessoas que vivem nele com o seu rebolado, se ao menos soubesse que aquilo não iria lhe dar nada, além de risos de algumas mulheres irritadas com a garota linda se exibindo toda e lhe renderia nada mais e nada menos que alguns panacas festivos lhe dando cantadas baratas, mas para ela isto bastava. Premio consolação para a garota desinibida.
Drinques. Nostalgia. Dança. Beijos em algum desconhecido. Ela se senta, fica quieta por algum tempo, olha para todas as pessoas que estão naquele local e então à morada daquela jovem simplesmente se desmonta, a ficha caí e seus olhos não tem mais controle nenhum das águas que saem dele, há sua uma hora tentando ser algo melhor vai embora junta as lagrimas, seu batom não estava mais lá, já tinha se decepado quando ela caiu na bobeira de beijar o panaca festivo. Lá vai ela, saindo 6 da manhã, sem sua uma hora, sem sua alegria jovem, sem sua satisfação pelo sábado que havia tido, ela apenas vai, voltando para sua casa com sua decepção noturna, com sua depressão pós-álcool, voltando para seu verdadeiro lar, voltando para sua verdadeira pista de dança, voltando a uma nova vida, que ainda não havia tido. Lá vai ela.

(Ana Luiza G.)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Rosa dos ventos

           Porra Carla, cadê seu egoísmo aqui do outro lado da mesa da copa que sempre me privava de dar garfadas no seu prato de macarrão? Cadê o charme do nosso banheiro com suas calcinhas cor de rosa, cadê suas roupas espalhadas pelo chão do quarto quando cismávamos de sair e você ficava desesperada para escolher a sua roupa? Por incrível que pareça a bagunça 60% das vezes resultava na blusa cinza velinha. Porra, cadê sua pele branquinha igual algodão que eu antes apertava até ficar uma certa vermelhidão? cadê seu sorriso extremamente simpático e branco, que eu sempre amei olhar    quando acordava ao seu lado pelas manhãs de domingo?                                  
Pra falar a verdade o rumo da minha vida foi pra outro canto, um canto longe, lá pro leste da rosa dos ventos, foi embora e nunca mais volto, nem ao menos para dar noticias do tempo do lado de lá, nem pra falar pra minha saudade pra ela ficar tranqüila que logo, logo você volta. Porra Carla.
Sabe de uma coisa, uma verdade doída, é que vou sair fora, pular do bonde, vou esquecer a Carla, vou fazer o escambau a quatro, vou sair sem ser acompanhado da blusa cinza, sem ser privado do macarrão, vou pendurar cuecas no banheiro, só para dar um ar masculino ao banheiro que antes era totalmente Carla, vou abraçar algodões e isso tudo só pra esquecer de você sua ingrata! Mas uma coisa que não é garantida, é se vou conseguir esquecer da minha saudade sofrida e da minha rosa dos ventos sem vento.


(AL. Gonçalves)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Adaptados ao falso amor


Sair do acomodamento é difícil, é como larga o arroz e feijão de todo dia, não é fácil. É como deliberar algo que você não conseguiu largar, soltar, deixar vazar na baqueada. O mais difícil do acomodamento é quando se trata de duas pessoas completamente diferentes, idades, vidas, personalidades opostas e que simplesmente se encontram um no outro, se sentem seguros um no outro e não conseguem mais deixar de ter um ao outro e por mais, que digam, que pensem, que falem, eles vão deixar tudo isso pra lá e vão dar as costas pra tudo isso, achando q o acomodado está correto, que isso é ter encontrado a parte que estava faltando. - e não é que os pobres estão errados, mal sabem disto, estão cegos ou apenas não querem enxerga.
Quando um dos dois vacila, ai vem o outro apontar os erros e ai ele/ela vem falando que vai sumir que nunca mais volta e de agora e diante não tem mais nós, não tem mais nada e que só resta dizer adeus, mas ai passa dois dias, passa uma semana, passa um mês, passam dois meses e a saudade vai aumentando e o acomodamento que eles tinham e que eles chamavam de amor vai surgindo furos, surgindo marcas da falta que faz ter ela/ele ali do lado, pra apoiar, pra rirem juntos, pra contar histórias idiotas e então o cão arrependido volta e fala sempre a mesma conversa de sempre, que vai mudar e que não consegui ficar sem ela/ele e a partir de hoje ele/ela não vai cometer os mesmos erros, porra agora fudeu ela/ele vai acreditar nessa baboseira toda porque simplesmente não quer ver que tudo é mentira e que pode seguir a vida sem ele/ela e que já havia tentado uma vez da o pé nele/nela, mas que a tentativa havia falhando pelo fato dele/dela ter se arrependido de tudo como sempre fazia nas vezes que brigavam e se separavam. Droga, os acomodados estão de volta e com a mesma visão embaçada da vida que eles levam.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Olhos cegos..


Quando o céu se fecha em cima de mim e nele vejo apenas o vácuo do infinito, vejo-o com olhos de cego. Creio eu que cegos enxergam sim, enxergam melhor que nós, eles enxergam em plenitude total do infinito, enquanto nós que somos quem ‘’enxerga’’ vemos apenas aquilo que cabe dentro de nossa dimensão ocular, vemos apenas o que é obvio, vemos apenas à cobertura do bolo, vemos só o que é deste mundo e nada mais que isso. Vemos tão pouco dentro do muito que existe, vemos apenas o visível, sendo que devíamos tentar ver o invisível, ser invisível, ser maior do que realmente somos e virarmos imortais. Devemos fazer o que está de acordo com a ética de nós mesmos não da ética imposta por outros, devemos olhar não com os olhos e sim com a razão. Devemos ver beleza no feio, coisas boas no ruim, o certo no errado, devemos ser mais sensatos, aceitar pacificamente as coisas, sem guerra, sem conflito, sem querer que os outros achem e vêem as mesmas coisas q nossos olhos enxergam, devemos aceitar uns aos outros dos diferentes formatos que cada pessoa é, devemos ver o mundo e tudo que há nele e o que não há também, com olhos de cego, ou seja, com o coração e nada mais que isso.

                                           
(AL. Gonçalves)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Novas rotas.



Cansar da monotonia de algo ou alguém por saber sempre o que vai acontecer, saber que vai ser aquela mesma velha historia de sempre, sabendo logo o que vai acontecer a cada fração de segundo, qual vai ser o próximo movimento, a próxima palavra, o próximo olhar, o próximo pensamento, nunca mudando o jeito de agir, o jeito igualzinho de sempre, como se fosse sempre um déjà vu tudo o que acontece entre nós. Mas então chega um dia em que cansamos disto tudo, jogamos tudo para o ar, nos entregamos para a mudança de planos, desviamos deste ciclo vicioso, tentando desfrutar e experimentar coisas nunca experimentadas por nossos corpos e nossas almas, tentativas de aumentar a nossa aura, tentativa às vezes inútil de aumentar o nosso ser, o retirando do circulo e o colocando em uma estrada com retas, curvas inclinadas para direita, às vezes para esquerda, subidas, descidas, uma estrada dita “sem fim”, com variados obstáculos e de vez em quando apenas uma reta limpa e fácil de trafegar, o que definimos como os momentos tranqüilos de nossas vidas , não confundam estes instantes da caminhada com a monotonia do circulo, é apenas um momento pacifico da longa estrada da vida. Então voltamos a viver, voltamos a nos surpreender com as pessoas, com as situações estremas que essa caminhada nos leva, sem saber um nada do futuro, sempre com uma grande sede de continuar o caminho irregular, levando sustos, levando tombos, nos levantando, sorrindo por poder ver de outro angulo, sem ser o da circunferência, o brilho do sol, o céu azul, as coisas novas que nos foram apresentadas ao longo de tudo isto. E no final da estrada achamos a fonte do poder de voar por lugares mais amplos que nossos olhos podem ver.
                                       

AL. Gonçalves   

Nós ..





Tudo em nossas vidas já começou a se complicar lá com os primórdios, eles são os culpados de tudo o que aconteci hoje em dia. E toda a fudeção de vidas se inicia no momento que é inventada a sociedade. Pois é, mas antes disto nosso irmão primata teve que descer da árvore para caçar outros alimentos, ele fez isso por que como sempre tinha que ser exibido, tinha que da o seu jeito, tinha que ser o diferente, o impetuoso, dês desta época (a muitíssimo tempo atrás) o homem já tinha seu egocentrismo, o seu jeito diferente de resolve as 'paradas' da sua vida. Então a partir daí só veio a 'evoluir' ou, como eu acho, a partir daí sua vida começou lentamente a fuder total, ou melhor, não só a sua vida começou a ferrar como também todas as vidas alheias, como se não bastasse, o ser humano ainda leva junto com ele o mundo todo pro buraco, filho da puta é pouco para nós, somos pior do que um filho de uma biscate, somos nojentos, asquerosos, somos sujos, trapaceiros do mundo, egoístas, fúteis, e adivinha todas essas características que acabo de escrever aqui nessa teoria da vida ( a minha teoria) foram todas inventadas por nada mais e nada menos que quem ? Adivinha? Ah vamos lá... Isso mesmo, todas essas palavras, essas frases, esses símbolos juntos, foram criados por este ser 'independente', o HOMEM. É até engraçado a forma em que nós vivemos, não é mesmo? Sempre vivemos querendo gozar das coisas boas que nossa suposta vida nos proporciona, sempre querendo ser foco da nossa sociedade, sempre querendo ser iguais aos primatas, sempre querendo levar todo mundo junto pro buraco negro, sempre querendo mais e mais e mais, nunca cansando de ter muito em sua vida, como se isso fosse junto com você pra debaixo da terra, daqui uns 30, 40 ou sei lá 50 anos. HOMEM BURRO. Por que não pode levar uma vidinha simplesinha e pacata, desfrutando da beleza do planeta Terra em si. Por que sempre tem que ficar inventando coisas pra 'facilitar' a vida? Entenda homem, a sua vida não vai durar mais que 80 e poucos anos, pra que facilitar a vida? Viva-a do jeito que foi entregue a você, não a modifique pra pior. E além de tudo com essa sociedade criada o homem como se já não bastasse se diferenciar das outras espécies, ele começou a querer se diferenciar da sua própria raça, criando assim, uma coisinha chamada, DIFERENÇA SOCIAL. A diferença social é dividida entre, rico e pobre. Rico, pessoas que vieram diretamente de uma capsula de mongol, acha que tá bonito só porque compra coisas caras, come comidas caras, vivi uma vida cara, mora em uma casa cara e ele é quem controla toda a SOCIEDA. O pobre é o sujeito que aceita essa diferença calado, é o babaca da historia, o que é praticamente obrigado a passar a vida trabalhando igual um condenado para os ricos e então acaba que ele se esquece de viver a vida, esqueci também que pra viver uma vida não é preciso de dinheiro, de sociedade, de rico, de pobre, pra viver a vida é preciso apenas estar vivo e saber aproveitá-la ao maxímo sem precisar descer da árvore, sem precisar ir à caça, sem precisar ser diferente do mundo.


AL. Gonçalves