quinta-feira, 10 de novembro de 2011

P.S.: Sou uma idiota

  Hoje tenho a consciência que se não demonstramos tudo aquilo que realmente sentimos, por mais q seja intenso de mais ou que você pareça um idiota falando um longo e afetuoso "eu te amo, você é o amor da minha vida!", corremos o risco de perder o que temos de mais importante em nossas vidas!
(Ana Luiza G.)

P.s.: Desculpe-me por não ter te dado o meu melhor e não ter sido tudo aquilo que você merecia! 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por favor... não tire isso de mim !

Com um sorriso passageiro e insano me lembro com um gosto acido de limonada na boca, alguns pingos em minha blusa branca e olhos lacrimosos, recordo-me dos grãos miúdos, pequenos, quase partículas que havia deixado para traz. Um dia desses me lembrei de uma pescaria que fiz com meu pai, onde ele ensinava àquela miniatura de vassoura invertida a colocar a minhoca nojenta na vara de pescar, e a ter paciência de esperar a vara se envergar - o que era sinal de peixe iscado -. Nunca fui fera nisso, mas meu pai... Nossa... O meu pai é o senhor da pescaria, sempre me encantei com essa habilidade quase glorificante que ele tem.

Um dia, deitada encolhidinha no sofá como de costume fazia quando era menininha descabela, me lembrei das vezes que eu ficava brava com a mamãe e ia correndo pro meu quarto chorar sem ao menos saber o motivo, chorar apenas por chorar, só pra não acumular muitas lagrimas nos olhos, a melhor parte da corrida até meu quarto e da cachoeira desenfreada e sem sentido que descia dos meus olhos era quando minha mãe abria a porta mancinho como uma brisa e vinha ligeira me dar um abraço banhado a “eu te amo Aninha!”, aquela sensação de segurança e afeto vinha como uma enxurrada tapando com toda a força qualquer vazio que existisse em mim.


O tempo passa e eu não sou mais aquela pirralinha japonesa de cachinhos queimados pelo sol, nem mesmo brinco de correr pela casa com meu irmão e nem o obrigo mais a brincar de casinha, bem que eu queria ainda ter essa idade, mas por mais que eu grite, berre, tente ecoar minha loucura toda aos céus pra ver se alguém pelo menos escuta, não dá, não tenho mais tempo, já se foi àqueles dias, àquelas horas, aqueles minutos e segundos. Agora os tempos são outros, já não tenho a paciência que meu pai tanto me ensinou, nem mesmo a segurança que a minha mãe me transmitia, nem a capacidade de ser feliz apenas por brincar de correr, os tempos são outros, difíceis e solitários, são barreiras que descobrimos quando deixamos de ser inócuos, é como se estivéssemos fazendo um contrato inconsciente com um futuro incerto e indiferente, onde tentamos não perder nossas origens, mas vem o mundo sujo e suga tudo isso por inteiro, sem piedade, sem misericórdia  e o que fica são apenas lembranças de algo tranqüilo que não viveremos nunca mais!
Obs.: Não tenha medo de dividir o seu amor.
(Ana Luiza Gonçalves)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não vou me adaptar

Você sabe que felicidade estampada no rosto chama muita atenção das pessoas, um publico não muito amigável, ainda mais quando se trata de nós, você com suas palhaçadas que quase me matavam de rir, eu com as minhas caras e bocas, trejeitos e defeitos. Nós nos completávamos, e mal sabíamos disso!

    Já se passou um mês sem você aqui perto, sem seus risos, sem suas palavras, sem seus abraços que me jogavam sobre o vento, seus beijos, sem seu corpo de gosto agridoce, sem seus olhares engraçados, sem suas bobeiras que quase me matavam de raiva. Estou sentindo muito sua falta pra te falar à verdade, não vejo a hora de você volta pro seu cantinho aqui no meu sofá, o cantinho que você sempre me fazia sair pra te ceder o lugar. Eu sei que não sou nada fácil e também sei que eu poderia ter facilitado mais as coisas, mas eu sempre me passei por algo parecido com uma rocha, quando na verdade eu era mais fácil do que mulheres desesperada na balada.

Eu não queria te falar isso, mas hoje eu acordei 6:00 h da manhã, como sempre me lembrei de você logo quando abri meus olhos, logo fui ver nossas fotos juntos, algumas mensagens que você havia me mandado, olhei também nossas brigas via facebock (lendo elas hoje, tem um ar até engraçado!) e a cada coisa que eu ia vendo e lendo, eu ia lembrando de nós juntinhos, rindo, brincando, de bem com a vida, felizes, se completando, tentando compreender um ao outro de forma estranha, das nossas brigas, das pazes logo após as brigas, de você me jurando coisas tão lindas, da gente deitado se olhando tão fundo um nos olhos do outro que éramos capazes de entender em um só olhar tudo aquilo que queríamos dizer!



O grande problema de ouvi os meus reggaes é que sempre me lembro de você, ou melhor, de nós. Lembro-me dos nossos melhores momentos, do seu sorriso torto e lindo, dos beijos, das duvidas, das respostas, de você cantando alguns trechos no meu ouvido, dos NOSSOS MOMENTOS, das coisas lindas que vivi com você, alias todos os momentos foram mais lindos com você.
Ultimamente ando vivendo me sentindo presa ao chão, sem nada pra sonhar, sem motivações maiores, nada da minha felicidade constantes, nenhum sinal do meu amor, apenas um vazio, apenas um coração molestado, uma alma nada inócua. Para falar a verdade direta, eu ando me sentindo solitária, me sentindo pequena como um grão de areia, sem forças como uma brisa fraca.

    Eu sei que nunca mais vou te ter aqui ao meu lado, mas pelo menos eu posso pensar que nesse nunca ainda há uns 0,01% de chance de ter você aqui ao meu lado. Por favor, volta! Vem ficar aqui comigo, sei que não sou muito boa com sentimentos, mas por você eu posso entrar em uma aula de reforço e ficar craque nisto! Será que você pode vir logo para o nosso sofá? Pois até hoje o nosso filme esta parado na metade e tenho fé que você vai voltar a fazer parte dele, poxa você é o personagem principal. Te amo ...Sempre ...pretinho!

(Ana Luiza G.)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dez e dez


Eu gostaria de estar ao seu lado neste momento, te abraçando, te agarrando ou apenas te olhando, até mesmo rindo de você com os seus trejeitos. Mas sempre quando me lembro de nós, lembro-me também que já não dávamos mais certo, que andávamos por caminhos de espinhos.
A verdade maior é que eu nunca consegui me enganar por muito tempo, pois sempre que tento me pego logo mostrando o obvio a mim mesma e o pior é que nunca consigo fechar os olhos quando faço isso.
Prometo-te uma coisa nessas dez e dez da manhã, que não irei te procurar e também não conseguirei te esquecer tão facilmente (ou talvez consiga), pois vou sentir falta dos nossos almoços, de você pegando em minha coxa enquanto dirigia, sentirei falta dos pães de queijo, falta de você me dizendo coisas bonitas, falta de nós dois formando um ser só, sentirei a ausência do seu gosto, do seu calor, dos seus olhares, de nossas brigas, das brincadeiras, das nossas risadas, da sua vivacidade que me motivava a te amar cada vez mais, sentirei falta principalmente de você.
Porque você não acreditou em mim? No meu amor eloqüente? Nas minhas verdades que saiam de mim tão espontaneamente? Por que você sempre me olhava com olhos de duvida? Merda, eu sou a sua maior certeza cara! Olha ai, o que você está fazendo comigo e com tudo o que restou de mim. Agora me encontro na sarjeta dos sentimentos, com olhos inchados e com pouca visão ocular, com dores de angustia e o pior estou aqui escrevendo uma historia mal escrita, contando para mim mesma algo que já sei, tentando com a minhas ultimas forças mostrar para mim que eu ainda tenho vez. Tentando gravar em minhas palavras as minhas lembranças, tentando esquecer o inesquecível. Eu te amo... Porra, ta vendo como não adiantou o esforço?!

(Ana Luiza G.) 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Brasa fleumática


A dor esta grande, maior do que eu imaginava agüentar a um tempo atrás. Sentimentos e sintomas múltiplos aparecem por entre espaços que tenho em mim. Nunca me imaginei vendo certas cenas, ouvindo berros que ecoam em meus tímpanos, sentido arrepios de ventos que congelam minha pele amedrontada. Olhos transbordando, você implorando por um pingo de compaixão, eu apenas querendo ir dormir e tomar um chá de hortelã. Questiono-me se isso realmente esta acontecendo, pois nada do que estou vivendo agora se compara ao antes. Difícil é ver-me trocando a tranqüilidade por uma rotina delirante e desgastante. Tento procurar algo que sirva como uma válvula de escape, uma lembrança, um momento. Retrocedo há uns 10 anos atrás, onde me reencontrava em paz debaixo do chuveiro com a minha mãe me carregando, enquanto eu me embebedava com a água que caia quentinha em mim. Época feliz. Recordo-me de quando eu ficava brava com a minha mãe, ela vinha com tanto carinho e amor me abraçando e me fazendo chorar, por simplesmente não conseguir viver sem a presença dela. Logo quando começarmos o nosso alarido, venha e acalme a minha brasa fleumática com a força de um manancial. Debruce-se em seu leito inquieto.
Você poderia perdoar a situação horrenda por qual já passamos? Poderia também ser um pouco mais pachorrento para conosco neste presente onde andamos contando os passos, medindo milimetricamente a distancia entre nós, contando os pingos de cansaço que caem enquanto nos encontramos lutando para que o final da caminhada desgastante não venha a acontecer? Tentamos a maior parte dos nossos tempos distrairmos com a criação de um mundo utópico, cujo qual nós sabemos nunca há de existir.
Eu digo mudar e você grita reivindicação aos seus direitos humanitários e sentimentalistas. Sei que não sou o melhor exemplo de como se ama alguém, mas dou o meu melhor, ou pelo menos tento. Enquanto isso você reclama, me implora patriotismo a você, mas porra eu não sei nem mesmo o hino da bandeira, como vou saber decorar a contracapa do seu manual, sendo que nem mesmo passei da primeira página de como lhe dar com pessoas pacóvias?! Ah, vai... Dá-me uma chance de te mostrar o meu amor sem reação, o meu amor inócuo e eloqüente, a minha ardente vontade de paixão sem querer engodar a ninguém, deixe que com o tempo a gente se entenda aos poucos. E por enquanto apenas se acomode bem ao meu lado... Aceita um café? 


(Ana Luiza G.) 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A alma pede um pouco mais de paz

 
Ele havia me contaminado por inteiro, um contágio rápido e indolor. Sem duvidas ele era um parasita, como o que provocou a crise no sistema feudal. Contradizia-me a todo o momento, ele me dizia coisas como as musicas de Caetano, tudo soava muito mais sereno ao seu lado. Eu no pico da minha teimosia e ele sempre com uma santa paciência, algo que me fazia por vezes ceder um abraço e um ósculo bem melado.

Eu nunca fui muito poética, para mim não era necessário dar voltas e mais voltas como um pião para falar sobre algo complexo como o amor, sempre fui oito ou oitenta, o tempo todo tentava viver tudo o que era possível e impossível, um verdadeiro queijo com goiabada. Enquanto eu tentava misturar o doce com salgado, ele me mostrava, ou pelo menos tentava me mostrar o gosto da boêmia, algo sem compromissos, um carpe diem.


Era desnecessária toda a correria cronometrada, o tempo que estava perdendo tentando ganhar mais tempo, era inútil o gasto físico e mental por esse caótico mundo, mas como ele havia me mostrado, o planeta ganhava mais se existissem mais duas pessoas se amando de verdade, como eu e ele, e então voltávamos a nos abraçar, como se estivéssemos mostrando pra quem quisesse olhar da fechadura do seu quarto a paz que o amor trazia em nossas vidas e essa paz não é algo inexistente, é real, é a paz que cura ferida, que ergue bandeiras brancas, que nos traz sensações ilegíveis internamente e que abrange para o mundo externo toda a positividade necessária.

(Ana Luiza G.)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Metamorfosear

Ultimamente penso muito em toda essa ideologia que é pregada entre seres humanos, onde se encontra pessoas brincando de acreditar que para viver necessita-se de grandes e pequenos passos de mentiras. Chega-se ao paraíso?
Não me satisfaz o que anda pregando em cada esquina desta cidade acinzentada e muito menos as conversas na manhã de domingo, para mim é algo maior, é bem mais simples do que andam dizendo por ai, na verdade ele nega-me ser o centro.
Havia tempos em que não me via gesticulando com as mãos algo parecido com o formato de um "t", enquanto movimentava minhas mãos rentes aos seios, ombro e testa, eu balbuciava palavras e frases prontas que me lembrei ter aprendido quando pequena. Tentei me enganar forçando a mim mesma acreditar que aquilo era sinônimo de perfeição e que poderia mudar mil e uma coisas no mundo, mas meus lados racionais e impassíveis desfaziam-se dos sinais e das frases prontas aos poucos, preferiam o improviso. Se existo, logo vivo.
Como já dizia Raul precisamos metamorfosear para a infinidade, pois, desta forma nunca existira ideologias baratas, conceitos e nem ao menos rotina. Gente pensante prefere viver sem velhas opiniões e sempre ter a mente aberta, assim o que surgiram serão apenas conceitos momentâneos.
(Ana Luiza Gonçalves)